domingo, 24 de julho de 2011

DIFERENÇAS ENTRE PONCHO PONCHO BICHARÁ,PONCHO BITANGO,PALA, PONCHO PALA.

Poncho continua eficiente no frioSaiba as diferenças da peça.Basta que as temperaturas desabem por aqui, virando notícia nacional, para que uma imagem corra o país, estampando capas de jornais ou ilustrando reportagens na televisão: a de um gaúcho (em geral, próximo a um termômetro digital) coberto pelo poncho, peça-ícone da resistência ao frio severo e afiado pelo vento sul. Qual a chance de essa pessoa fotografada ser você? As respostas para essa pergunta talvez variem de acordo com o local onde você vive, se na cidade ou no campo, ou com a intensidade da sua relação com as chamadas tradições gaúchas. Mas a probabilidade de não ser você na foto pode ter uma resposta muito mais simples, à parte de análises ideológicas ou sociológicas: há, hoje em dia, muitas opções de casacos ou sobretudos. Por que escolher um poncho? Se o poncho surgiu, séculos atrás, para resolver de forma eficiente e com extrema simplicidade um problema — o frio —, atualmente não basta que as temperaturas desabem. Ele continua eficiente nesse quesito — e, para muitos, imbatível —, mas usá-lo ou não pode depender muito mais de fatores relacionados a estilo. As diferenças Pala, poncho, poncho-pala, bichará... Com ou sem gola, com ou sem franja e, especialmente, o tipo de tecido: essas características explicam por que motivo a capa que o gaúcho exibe sobre o corpo, desde os ombros, com uma abertura para a cabeça, pode ser chamada de poncho, pala, poncho-pala, bichará... Inúmeros autores tratam do tema. Conceitualmente, a peça não é exclusividade gaúcha ou latina. Conforme lembra de citar Manoelito Carlos Savaris, 1º vice-presidente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, o autor Alfredo Athayde afirma que "a peça de pano ou pele com abertura para a cabeça" foi usada por povos da Ásia e do Egito, bem como pelos gauleses e germanos. O site da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (www.cbtg.com.br) associa o pala às franjas e a estações menos frias, porque pode ser de seda, algodão e até de lã, mas sempre é leve e não tem gola. Quando o pano for grosso e encorpado, com gola, capaz de proteger inclusive da chuva, é poncho — que, se tiver franjas, vira poncho-pala. De modo geral, se poderia dizer que num extremo estariam as versões de pala, quando mais leve, e no outro extremo, o bichará, uma versão mais grosseira, invariavelmente de lã, que seria o mais gaúcho dos ponchos porque tem origem indígena. Para Don José de Saldanha, outro nome citado por Manoelito, chara em guarani significaria tecido grosso. O livro Indumentária Sul-Riograndense no Decênio Farroupilha, de Luiz Celso Gomes Hyarup, que pertence à biblioteca da Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, explica o seguinte: Pala: pedaço de tecido leve, de algodão ou seda, com ou sem listras, cortado de forma retangular, com franjas na bainha e abertura no centro, por onde se enfia a cabeça. Poncho: espécie de capa de grande rodado, de forma circular feita de tecido grosso de lã, geralmente na cor azul marinho, forrado com baeta vermelha ou oelúcia da mesma cor, com abertura no centro, provida de gola e botões. Teria chego aqui por influência castelhana, após a Batalha da Ituzaingó, ou Passo do Rosário, de 20/2/1927 (as cavalarias portavam esse abrigo, por elas chamado de poncho-pátria). Poncho-Bichará: tipo poncho, de formato retangular, com abertura central com gola ou não, e franja nos bordados. Era tecido de lã grosseira, geralmente nas cores branca, marrom, parda e, às vezes, preta com riscas verticais. Poncho-Bitango: retangular, sem gola, com franjas nas bainhas e bastante curto (até a cintura). As laterais ficam na altura dos cotovelos. Tão rústico como o poncho-bichará. DONNA ZH

2 comentários:

Andréa disse...

O Ana,td bem?
Então,achei esses templates procurando no Google.
Peguei tantos que já nã sei em que página achei esse,mas se vc tiver paciência,vc acha coisas bem legais.
Beijinhos e boa semana.

Centurion disse...

Muito bom, bem escrito, com um pecadilho que a Sra pode corrigir: o verbo "chegar", diferentemente de "pegar", não é abundante. Portanto, a flexão "chego", como particípio passado, deveria ser evitada.
Só a título de colaboração, sem ofensa...